31 de maio de 2021

16.ª Dúvida - Luís XIV


A Margarida quer contar à amiga que anda a ler um novo romance sobre a figura incontroversa de Luís XIV, que se intitula “Por amor a Luís XIV”. Como é que deveremos ler o título do romance?

A – Descobri este novo romance histórico Por amor a Luís XIV (catorze).

B – Descobri este novo romance histórico Por amor a Luís XIV (décimo quarto).

C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.

Solução 

A resposta correta é a opção a A, uma vez que o hábito é considerar a numeração romana ordinal até X (décimo/a), e cardinal a partir daí. Assim, Luís XIV é «catorze», o papa Bento XVI será «dezasseis», tal como o único papa português, João XXI, é «vinte e um», tal como o século XV é o século «quinze», mas João Paulo II é «segundo». 

Chegaste à última prova desta temporada! Quantos pontos somaste? Está na hora de fazer as contas e conhecer os vencedores! Aguarda instruções da organização do concurso.











 








17 de maio de 2021

15.ª - Dúvida - Apicultura

 

Macedo de Cavaleiros, em Trás-os-Montes, é a capital nacional da apicultura. Os produtos apícolas dessa região são de elevada qualidade. Como é que devemos dizer/escrever?

A – Os meles de melhor qualidade são transmontanos.
B – Os méis de melhor qualidade são transmontanos.
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.

Solução

 As duas formas são corretas: méis e meles, pelo que a resposta correta será a opção C. Segundo a regra, os nomes terminados em -el formam o plural em -éis.

No entanto, no caso dos monossílabos, verifica-se a tendência para aceitar também o plural formado com -es.

 

Já tinhas pensado na possibilidade de palavras como gel terem duas formas para o plural? Vês? Vale sempre a pena seguir o concurso «Herrar? Eu?! Nunca!».

Nesta 3.ª temporada, falta-nos apenas mais uma dúvida. O último desafio deste ano aparecerá na próxima segunda-feira, dia 31/05/2021. 





3 de maio de 2021

14.ª Dúvida - Conjugação verbal

 

A professora Manuela pede ao António que conjugue o verbo entreter-se na 3.ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Como é que deverá responder o António?

A – Ele entreteu-se, professora!
B – Ele entreteve-se, professora!
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.

Solução

 

A resposta correta é a opção B.

O verbo entreter conjuga-se como o verbo ter. Assim, no pretérito perfeito do indicativo, dizemos: eu entretive-me, tu entretiveste-te, ele entreteve-se, nós entretivemo-nos, vós entretivestes-vos, eles entretiveram-se. 

Nota: a norma culta exclui formas verbais populares como "entreti-me", "entreteste-te", "entreteu-se". 

Foi difícil? A língua portuguesa tem, realmente, alguns casos muito intrincados, mas não desanimes!




19 de abril de 2021

13.ª Dúvida - Aniversário de casamento

 


Em conversa com um amigo, o Artur fala dos seus 15 anos de casamento com a Elen. A dada altura, ele confessa ao amigo: 

A - minha mulher, eu pedi-a em casamento em Veneza.
B – A minha mulher, eu pedia em casamento em Veneza.
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.



Solução

A única resposta correta, neste contexto, é a que surge na opção A, uma vez que o pronome pessoal «a» substitui «a minha mulher», pelo que não integra a forma verbal. Esse pronome pessoal, com função de complemento direto, aparece associado à forma do verbo “pedir”, no pretérito perfeito simples do indicativo, em posição enclítica (a seguir à forma verbal). A desinência “-ia”, na forma verbal “pedia”, é a marca específica do pretérito imperfeito do indicativo. Conseguiste responder corretamente a este desafio? Bravo! Bravíssimo! A próxima dúvida ser-te-á apresentada no dia 3 de maio, por isso, continua atent@!

6 de abril de 2021

12.ª Dúvida - "Apartes"


 

A propósito do emprego do nome aparte e da locução adverbial à parte, assinala a forma correta.

A propósito do emprego do nome aparte e da locução adverbial à parte, assinala a forma correta.

A – Os atores conversam numa sala aparte.
B – Os atores conversam numa sala à parte.
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.


Solução

A forma correta é a opção B.

A forma correta é a opção B, pois à parte é uma locução adverbial que significa «em separado» e aparte é um nome que se refere a um «comentário que interrompe um discurso», «esclarecimento» ou «confidência que um ator diz em cena para si ou para o público».

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/aparte-vs-a-parte/17299 [consultado em 14-10-2020]

Somaste mais três pontos? Parabéns! Estamos perto do fim desta temporada! Não desistas!

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/aparte-vs-a-parte/17299 [consultado em 14-10-2020]

 

Somaste mais três pontos? Parabéns! Estamos perto do fim desta temporada! Não desistas!

15 de março de 2021

11.ª Dúvida - "Roupa seca"


 


Com a primavera prestes a chegar, a roupa seca muito mais rapidamente. Como é que deveremos dizer?


A – Vou lá fora apanhar a roupa. Já está toda enxugada.
B – Vou lá fora apanhar a roupa. Já está toda enxuta.
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.



Solução

O correto é «Já está toda enxuta.», a frase da opção B, portanto.

A par do particípio passado “enxugado”, temos o adjetivo participial “enxuto” (também considerado um particípio passado), sendo a primeira forma regular e a segunda irregular. Sendo assim, “enxugar” é um verbo de particípio duplo, trata-se de um verbo abundante.

A forma “enxugado” (forma regular) é usada com os verbos ter, haver e ser (ex.: A minha avó tem enxugado a roupa junto à lareira. / O meu cabelo foi enxugado com uma tolha lavada.)

 

Há muitos outros verbos de particípio duplo (ex.: acender – acendido/aceso; eleger – elegido/eleito; expressar – expressado/expresso…), pelo que deverás prestar atenção aos contextos em que os usas.

 

Eu sei que já tinhas deparado com esta dúvida, mas agora estás em condições de não voltar a errar.

Continuas entusiasmad@ com o esclarecimento de dúvidas? Agora, terás de aguardar uns dias para responderes ao próximo desafio.

O concurso «Herrar? Eu?! Nunca!» só volta no dia 6 de abril, terça-feira.

1 de março de 2021

10.ª Dúvida - "Malefícios do tabaco"

 



A Maria quer que o seu melhor amigo deixe de fumar. Como é que deverá dizer?


A – Rui, não deves fumar. Não ouves falar dos malefícios do tabaco?
B – Rui, não deves de fumar. Não ouves falar dos malefícios do tabaco?
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.



Solução

A forma correta é a opção A. 

Empregamos dever + infinito, sem a preposição de, para indicar certeza, obrigação; precisão dum resultado.

Dever pode ainda ser um nome como em «Ele tem o dever de manter o quarto arrumado.», onde surge precedido por um determinante e seguido da preposição de.

 Mais uma prova superada? Muito bem! Aguarda a próxima semana para mais um desafio.

15 de fevereiro de 2021

9.ª Dúvida - "Carnaval"


 



Já tenho tudo pronto para o cortejo de Carnaval. Consegues imaginar qual será o meu disfarce?
Só te vou dizer isto:

A – Este ano, eu serei a raínha do Carnaval.
B – Este ano, eu serei a rainha do Carnaval. 
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.


Solução 

 A forma correta é rainha, da opção B. A outra não existe. 

i é acentuado oralmente, para marcar o hiato (encontro de duas vogais que pertencem a sílabas distintas), mas na escrita não tem acento gráfico. Esta vogal (i), quando seguida de nh, dispensa o acento, de acordo com a regra para casos especiais como, por exemplo, bainhamoinho campainha. 

A nossa língua é mesmo excecional (nos dois sentidos: em que há exceção e extraordinária)! Não é?

Conseguiste somar mais 3 pontos esta semana? Boa! Estás mesmo imparável!

Queres amealhar mais 3 pontos? Basta esperares até à próxima segunda-feira, dia 01/03/2021, quando será divulgada a 10.ª dúvida. 

1 de fevereiro de 2021

8.ª Dúvida - "Eleições presidenciais"


 
Depois das eleições presidenciais, um jornalista pergunta ao presidente eleito (escolhe a forma certa da pergunta):

A – Senhor Presidente, está preparado para este segundo mandado?
B – Senhor Presidente, está preparado para este segundo mandato?
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.



Solução

A única opção correta é a B.

 

Nota que mandado é uma ordem administrativa emanada duma autoridade judicial ou administrativa, como, por exemplo, um mandado judicial ou um mandado de captura. O mandato é uma autorização ou ato pelo qual o indivíduo A transmite ao indivíduo B o poder de agir em determinada situação em nome de si próprio, do indivíduo A, como, por exemplo, um mandato parlamentar ou um mandato eleitoral.

 

Nota:  Mandato e mandado são palavras parónimas, isto é, parecidas na escrita e na pronúncia, mas diferentes quanto ao significado.

 

Tiveste dúvidas? Não desistas! A equipa do HERRAR ajuda-te a resolvê-las. Continua atent@!


18 de janeiro de 2021

7.ª Dúvida - "Nova loja do Chiado"

 


Uma amiga minha tem uma loja nova no Chiado, mas ainda não tem muitos clientes. Nós, os amigos, tratamos de divulgar o novo espaço comercial e queremos saber se há muita gente que já lá foi.
Como é que devemos perguntar?


A – Já foste à loja de que te falei?
B – Já foste à loja que te falei?
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.



 Solução 

A única opção correta é a A, porque o verbo “falar” é regido pela preposição “de”.

 

A explicação é muito simples, mas nem sempre nos lembramos de usar esta preposição nestes contextos.

Parece-me que acertaste, não? Bravo! Estás a ficar um(a) verdadeiro(a) expert em matéria de língua portuguesa.

Continua a participar! Terás nova oportunidade de brilhar com a apresentação do novo desafio, no dia 01/02/2012.

4 de janeiro de 2021

6.ª Dúvida - "Tempestade"

 


A última tempestade que se abateu sobre a costa portuguesa provocou avultados prejuízos.
O Sr. André, dono de um restaurante de praia, lamenta-se, dizendo (assinala a opção correta):



A – Derivado à tempestade, vou ter de fechar o restaurante.
B – Devido à tempestade, vou ter de fechar o restaurante. 
C – Ambas as respostas anteriores estão corretas.



Solução 

A única opção correta é a B. 

Quando falamos de causas, devemos usar a expressão devido a, porque significa precisamente “por causa de”. Quando nos referimos à origem, à proveniência, usamos a expressão derivado de 

Nota: as noções de origem e de causa são próximas, mas, a verdade, é que não são sinónimas. 

Sempre a somar! Parabéns! Aguarda-te um lugar no pódio.